Em Irati, pagamento do Seguro-Desemprego ocorre sem atrasos
31/01/12 - 00h05
atualizada em 02/02/12 às 10h31
Novo sistema do Ministério do Trabalho e Emprego fez com que parcelas fossem bloqueadas. Medida tem o objetivo de contribuir para recolocação do profissional no mercado de trabalho
Rodrigo Zub
Desde que foi implantado um novo sistema para concessão do seguro desemprego através do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) - em agosto do ano passado - começaram as reclamações a respeito da demora no pagamento do beneficio.
O que antes levava em torno de 60 dias para ser pago, agora leva até quatro meses, em alguns casos. Em Irati, Luci Funez gerente da Agência do Trabalhador, diz que o sistema de agendamento disponibilizado por sua equipe tem feito com que os beneficiários recebam o seguro dentro do prazo estipulado, diferentemente de outras cidades da região, como Guarapuava e Ponta Grossa.
Segundo a gerente, os transtornos em alguns municípios são ocasionados em função da falta de funcionários, o que não ocorre na agência de Irati, pois existente um número suficiente de funcionários para atender a demanda do município e das outras cidades da região.
“Trabalhamos com três atendentes para o Seguro-Desemprego. A pessoa agenda, pega uma senha e logo dá entrada ao seguro sem nenhum transtorno”, destaca Funez.
Vale ressaltar que o atendimento para os trabalhadores que precisam dar entrada ao seguro desemprego é realizado em dois períodos: todas as manhãs, das 8 às 10 h, e no período da tarde, das 13 às 16 h.
Novo sistema do MTE
A partir do ano passado um novo sistema de Seguro-Desemprego entrou em vigor no País. A Lei nº 7.998/90, artigo 8, prioriza a recolocação do profissional no mercado de trabalho, desta forma quem recusar o novo emprego sem justificativa legal terá o benefício suspenso.
“O objetivo principal desta medida é de cortar bastante o seguro e colocar o pessoal no mercado de trabalho, porque a gente sabe o que estava acontecendo anteriormente. Muitas pessoas trabalhavam determinado período e depois a empresa fazia um acerto e recontratava o trabalhador cinco meses depois. Tem carteira de trabalho que chega as nossas mãos que tem até cinco contratos da mesma empresa”, alerta Funez.
A migração do sistema fez com que o Ministério do Trabalho e Emprego bloqueasse a liberação do Seguro-Desemprego de várias pessoas, fazendo com que trabalhadores recebessem um número inferior de parcelas. Quem tinha direto a cinco pagamentos, em muitos casos recebeu somente três até o momento, conforme explicou Funez.
Ela revela que esteve em Curitiba, nos últimos dias, quando foi repassado que todos os casos serão analisados e serão pagos. No entanto, não há um prazo para isso ocorrer justamente porque o novo sistema do MTE tem o objetivo de encaminhar o trabalhador para as vagas de emprego disponíveis, condizentes com sua ocupação e remuneração anterior.
Falta de mão de obra qualificada
Sobre a possibilidade de recolocação no mercado de trabalho, Funez alerta que em Irati, acontece o processo inverso de muitas cidades. Enquanto em algumas regiões faltam vagas, no município até existem boas opções para o trabalhador, porém a falta de mão de obra qualificada faz com que as vagas não sejam preenchidas.
Neste caso, a liberação do seguro-desemprego surge como a única alternativa para os trabalhadores. Mesmo assim, é preciso ficar atento, pois o trabalhador é monitorado constantemente pelo Ministério do Trabalho, que estipulou a suspensão do benefício caso a pessoa não atenda a convocação de trabalho por três vezes seguidas.
“O objetivo do Ministério foi muito bom. A atitude foi maravilhosa só que não está funcionando bem porque não existe vagas no mercado e porque o próprio sistema ainda não está funcionando certo como deveria”, comenta Funez.
Luci Funez diz que sistema de agendamento facilita trabalho na Agência em Irati
O que antes levava em torno de 60 dias para ser pago, agora leva até quatro meses, em alguns casos. Em Irati, Luci Funez gerente da Agência do Trabalhador, diz que o sistema de agendamento disponibilizado por sua equipe tem feito com que os beneficiários recebam o seguro dentro do prazo estipulado, diferentemente de outras cidades da região, como Guarapuava e Ponta Grossa.
Vagas em Irati
De janeiro a dezembro de 2011, a Agência do Trabalhador em Irati intermediou 1.034 colocações com carteira de trabalho. Os setores que mais empregaram no Município no último ano foram indústria, construção civil e serviços. O Paraná foi o quarto estado que mais gerou vagas no país em 2011, ao todo foram 123.916 novos empregos formais.
Dados da Agência do Trabalhador informam que em 2011 passaram pela unidade em Irati 6.583 pessoas, que obtiveram os diversos atendimentos oferecidos ao trabalhador.
Em 2011, 3.360 pessoas procuraram a Agência do Trabalhador para tratar do seguro-desemprego. Luci destaca que esse número envolve trabalhadores dos municípios de Irati, Rebouças, Mallet, Rio Azul, Teixeira Soares, Inácio Martins e Fernandes Pinheiro.
*Fonte: Informe Publicitário da Prefeitura de Irati
Nestes dois municípios as pessoas têm até posado nas filas para conseguir agendar horário para dar entrada no benefício do Seguro-Desemprego. “Não está acontecendo nenhum tipo de tumulto neste sentido. Porque nós trabalhamos com agendamento seja ele por telefone ou por e-mail. Agendamos uma data e a pessoa chegando à agência será atendida”, conta Funez. De janeiro a dezembro de 2011, a Agência do Trabalhador em Irati intermediou 1.034 colocações com carteira de trabalho. Os setores que mais empregaram no Município no último ano foram indústria, construção civil e serviços. O Paraná foi o quarto estado que mais gerou vagas no país em 2011, ao todo foram 123.916 novos empregos formais.
Dados da Agência do Trabalhador informam que em 2011 passaram pela unidade em Irati 6.583 pessoas, que obtiveram os diversos atendimentos oferecidos ao trabalhador.
Em 2011, 3.360 pessoas procuraram a Agência do Trabalhador para tratar do seguro-desemprego. Luci destaca que esse número envolve trabalhadores dos municípios de Irati, Rebouças, Mallet, Rio Azul, Teixeira Soares, Inácio Martins e Fernandes Pinheiro.
*Fonte: Informe Publicitário da Prefeitura de Irati
Segundo a gerente, os transtornos em alguns municípios são ocasionados em função da falta de funcionários, o que não ocorre na agência de Irati, pois existente um número suficiente de funcionários para atender a demanda do município e das outras cidades da região.
“Trabalhamos com três atendentes para o Seguro-Desemprego. A pessoa agenda, pega uma senha e logo dá entrada ao seguro sem nenhum transtorno”, destaca Funez.
Vale ressaltar que o atendimento para os trabalhadores que precisam dar entrada ao seguro desemprego é realizado em dois períodos: todas as manhãs, das 8 às 10 h, e no período da tarde, das 13 às 16 h.
Novo sistema do MTE
A partir do ano passado um novo sistema de Seguro-Desemprego entrou em vigor no País. A Lei nº 7.998/90, artigo 8, prioriza a recolocação do profissional no mercado de trabalho, desta forma quem recusar o novo emprego sem justificativa legal terá o benefício suspenso.
“O objetivo principal desta medida é de cortar bastante o seguro e colocar o pessoal no mercado de trabalho, porque a gente sabe o que estava acontecendo anteriormente. Muitas pessoas trabalhavam determinado período e depois a empresa fazia um acerto e recontratava o trabalhador cinco meses depois. Tem carteira de trabalho que chega as nossas mãos que tem até cinco contratos da mesma empresa”, alerta Funez.
A migração do sistema fez com que o Ministério do Trabalho e Emprego bloqueasse a liberação do Seguro-Desemprego de várias pessoas, fazendo com que trabalhadores recebessem um número inferior de parcelas. Quem tinha direto a cinco pagamentos, em muitos casos recebeu somente três até o momento, conforme explicou Funez.
Ela revela que esteve em Curitiba, nos últimos dias, quando foi repassado que todos os casos serão analisados e serão pagos. No entanto, não há um prazo para isso ocorrer justamente porque o novo sistema do MTE tem o objetivo de encaminhar o trabalhador para as vagas de emprego disponíveis, condizentes com sua ocupação e remuneração anterior.
Quem tem direito ao Seguro-Desemprego?
Todo trabalhador dispensado sem justa causa que comprovar: ter trabalhado pelo menos seis meses nos últimos três anos, que não recebe nenhum benefício do INSS, exceto auxílio acidente ou pensão por morte e que não possui renda própria para sua subsistência e de seus familiares tem direito ao seguro desemprego.
O benefício é pago em no máximo cinco parcelas sendo dividido da seguinte forma: três parcelas, caso o trabalhador tenha trabalhado no mínimo 6 meses e no máximo 11 meses, nos últimos três anos; quatro parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de no mínimo 12 meses e no máximo 23 meses, nos últimos três anos; e cinco parcelas, quando o trabalhador possui mais de dois anos de carteira assinada com a empresa.
Para requerer o benefício o trabalhador tem um prazo de uma semana a seis meses após sua dispensa.
“A pessoa era motorista chegou à agência do trabalhador encaminhar o seguro desemprego e tem uma vaga na mesma função com salário melhor, por exemplo. Neste caso, ele vai primeiro para a entrevista e depois o empregador vai analisar. Se ele for chamado automaticamente o seguro ficará suspenso. A partir do momento que ele dá resposta dizendo que o trabalhador não entrou no perfil da empresa, o Ministério do Trabalho libera automaticamente o seguro para a pessoa”, confirmou a gerente. Todo trabalhador dispensado sem justa causa que comprovar: ter trabalhado pelo menos seis meses nos últimos três anos, que não recebe nenhum benefício do INSS, exceto auxílio acidente ou pensão por morte e que não possui renda própria para sua subsistência e de seus familiares tem direito ao seguro desemprego.
O benefício é pago em no máximo cinco parcelas sendo dividido da seguinte forma: três parcelas, caso o trabalhador tenha trabalhado no mínimo 6 meses e no máximo 11 meses, nos últimos três anos; quatro parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo empregatício de no mínimo 12 meses e no máximo 23 meses, nos últimos três anos; e cinco parcelas, quando o trabalhador possui mais de dois anos de carteira assinada com a empresa.
Para requerer o benefício o trabalhador tem um prazo de uma semana a seis meses após sua dispensa.
Falta de mão de obra qualificada
Sobre a possibilidade de recolocação no mercado de trabalho, Funez alerta que em Irati, acontece o processo inverso de muitas cidades. Enquanto em algumas regiões faltam vagas, no município até existem boas opções para o trabalhador, porém a falta de mão de obra qualificada faz com que as vagas não sejam preenchidas.
Neste caso, a liberação do seguro-desemprego surge como a única alternativa para os trabalhadores. Mesmo assim, é preciso ficar atento, pois o trabalhador é monitorado constantemente pelo Ministério do Trabalho, que estipulou a suspensão do benefício caso a pessoa não atenda a convocação de trabalho por três vezes seguidas.
“O objetivo do Ministério foi muito bom. A atitude foi maravilhosa só que não está funcionando bem porque não existe vagas no mercado e porque o próprio sistema ainda não está funcionando certo como deveria”, comenta Funez.




